sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"VIII"

Nem tenho coragem
De escrever estas palavras
Sinto-me tão vazio
Que não consigo erguer a cabeça

“Desculpa” é insignificante perante a minha acção
Aquilo que é nosso e mostrei ao mundo
Partilhei com outros aquilo que me pertence

Não o tinha por objectivo, mas não nego
Que sonhei com um beijo, não hoje
Mas num dia, em que te sentisses minha

Queria ter dito tanto e não fui capaz
As palavras não saíam e acabei por cair
Agora não sei se me consigo levantar
Pois sinto-me sujo por dentro

Porem existe algo aqui que e mais forte
Algo que me empurra quando desisto
Não posso parar, não quero parar
Não consigo

O teu sorriso foi o maior sol
Que já tinha visto realmente
E os meus olhos espelhavam a tua face
Não sei se vai ser igual
Aquilo que tentei demonstrar ate agora
E o que realmente sou
E sem tens duvidas acerca disso
Lê o que já escrevi

Apaga essa memória que tens de mim
Pois é falsa e não sou assim
Fala comigo e se a mesma de sempre

Hoje quando acordei
E não senti o teu sorriso
Não estavas lá comigo
Percebi que estavas distante

O vento diz-me para te esquecer
Diz me que a esperança morreu
Mas eu não quero ouvir
E nem o vento me consegue levar

Nunca duvides do que sinto
Nunca duvides das minhas intenções
Nunca sintas que não te amo
Porque tudo isso não são ilusões

Sem comentários:

Enviar um comentário