terça-feira, 20 de novembro de 2012

Passaram Vinte anos

Já passaram vinte anos Lembro-me, eras tão pequenino. Revelações foram reveladas, no tenro outono de chuvas. Carros passam sem destino, sem pressa em acabarem. A borracha dos pneus rasga pelo molhado e eu sinto, pois sentir é ser feliz. A televisão tão alta do meu lado, a luz do candeeiro tão fraca, a casa tão fria, o pensamento tão lento. E quem não quer mudar a vida? Menos ou mais, dependendo das certezas. Vai. Vai vento, qual bando de pássaros. Esse verde só o Sol o traz.