Vejo um mar de calma
De pensamentos misteriosos
Nesse mar navega uma alma
A sua água é lenta, mansa
Lembra-se do mundo completo
Acções de realismo circunspecto
Assentes somente em esperança
Jorra água da boca do universo
Dessa ínfima paixão adulterada
E da submissão acabada
De cada bafo em cada verso
Recordar faz-me rir
Não! Apenas move os meus lábios
Movimentos de insensibilidade
A algo que está para vir
Nesses olhos virgindade
Pura! Imprópria para este lugar
Vejo um mar de serenidade
Gostava de o sentir
De mergulhar em profundidade
E ter tempo para rir
Esses olhos descobrem
Esses olhos falam, sentem
Até a mais desprezível gota
De sensação que não esgota
Os teus olhos são da cor
E da forma da tua alma
E eu vejo um mar de calma
Leva-me quase às lágrimas
Mas não choro, meu amor
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Sintam!
Aqui estou eu. Penso, sem que atinja pensamento algum. O vazio toca-me, como se uma brisa me tocasse. Talvez perceba algo, talvez não. Incontrolavelmente penso na via, não o faço espontaneamente. Penso devagar.
Não quero derrotas nem vitórias pois elas não me provam nada. Não me interessa ser diferente. Eu penso. Não paro de pensar. Mas, pensar não chega, pensar não dói, não dói como o coração. Não me torna feliz pois para ser feliz preciso de sentir no coração algo forte e constante. Existem pessoas que pensam que compreendem a vida, pessoas que pensam. Essas pessoas nunca compreenderão a vida, pois viver não significa pensar, viver não tem compreensão, viver é sentir.
Não quero derrotas nem vitórias pois elas não me provam nada. Não me interessa ser diferente. Eu penso. Não paro de pensar. Mas, pensar não chega, pensar não dói, não dói como o coração. Não me torna feliz pois para ser feliz preciso de sentir no coração algo forte e constante. Existem pessoas que pensam que compreendem a vida, pessoas que pensam. Essas pessoas nunca compreenderão a vida, pois viver não significa pensar, viver não tem compreensão, viver é sentir.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Almas-me?
O teu toque diminuiu-me
Lentamente como uma brisa suave
Claramente como um traço de carvão
Na minha tela vazia
No meu esforço de paixão
Paixão que ja nao sentia
Esses olhos grandes
Como as nuvens la no alto
Levam-me os pensamentos
Atiram-nos pela janela
Sinto-te e não estas aqui
Esse mar que ouço lá no fundo
Lembra-me uma paixão que ja senti
Uma paixão tão grande que fico colado
Neste chão de pensamentos e ideias
Como gostava de sentir
O teu toque inteiramente
Mas o que sinto são apenas lágrimas
De não ter continuado
Vejo essa ideia elevada que é tua
E eu gostava que fosse minha
A minha duvida não é o teu amor
Não quero saber se me amas
Só quero saber se posso conhecer
O que esta por detras desses olhos
Só quero saber se posso conhecer
A tua alma...
Lentamente como uma brisa suave
Claramente como um traço de carvão
Na minha tela vazia
No meu esforço de paixão
Paixão que ja nao sentia
Esses olhos grandes
Como as nuvens la no alto
Levam-me os pensamentos
Atiram-nos pela janela
Sinto-te e não estas aqui
Esse mar que ouço lá no fundo
Lembra-me uma paixão que ja senti
Uma paixão tão grande que fico colado
Neste chão de pensamentos e ideias
Como gostava de sentir
O teu toque inteiramente
Mas o que sinto são apenas lágrimas
De não ter continuado
Vejo essa ideia elevada que é tua
E eu gostava que fosse minha
A minha duvida não é o teu amor
Não quero saber se me amas
Só quero saber se posso conhecer
O que esta por detras desses olhos
Só quero saber se posso conhecer
A tua alma...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Apetece-me escrever, um poema..
Apetece-me escrever o silêncio
Que estou a sentir, perto,
Nesta pequena sala iluminada.
Desejava que fosse eterno.
Este som do nada
Que me consome inteiramente.
Algo me desperta os sentimentos
Tu. Outra vez, novamente
Confundes os meus pensamentos
As minhas palavras e o que sinto
Aqui. Neste espaço que tenho
Preenchido talvez? Não sei,
Já nem sei quem sou
Perdido neste rodopiar de sensações
Que me levam sempre que penso nelas
E me sacodem de vontade a todo o momento.
Mas eu sou livre
Mas estou preso a ti deveras,
Às palavras que escrevo e que escrevi
Contigo no pensamento, sempre.
Sonho contigo e imagino.
Tanto!
Porque não podes ser minha?
Porque tenho de ficar a ver esta nuvem passar
Este espectro de amor que deveras sinto
E desejo realmente sentir cada vez mais
Até à imensidão do calor do teu beijo.
Esse beijo que espero, espero
Como as folhas esperam o vento.
Acorda-me amor deste sonho lindo,
Desta brisa que me aconchega a face
E me diz cada dia da minha vida
O quanto penso em ti e te adoro!
Que estou a sentir, perto,
Nesta pequena sala iluminada.
Desejava que fosse eterno.
Este som do nada
Que me consome inteiramente.
Algo me desperta os sentimentos
Tu. Outra vez, novamente
Confundes os meus pensamentos
As minhas palavras e o que sinto
Aqui. Neste espaço que tenho
Preenchido talvez? Não sei,
Já nem sei quem sou
Perdido neste rodopiar de sensações
Que me levam sempre que penso nelas
E me sacodem de vontade a todo o momento.
Mas eu sou livre
Mas estou preso a ti deveras,
Às palavras que escrevo e que escrevi
Contigo no pensamento, sempre.
Sonho contigo e imagino.
Tanto!
Porque não podes ser minha?
Porque tenho de ficar a ver esta nuvem passar
Este espectro de amor que deveras sinto
E desejo realmente sentir cada vez mais
Até à imensidão do calor do teu beijo.
Esse beijo que espero, espero
Como as folhas esperam o vento.
Acorda-me amor deste sonho lindo,
Desta brisa que me aconchega a face
E me diz cada dia da minha vida
O quanto penso em ti e te adoro!
sábado, 17 de outubro de 2009
Moi
Eu, o mais pequeno ponto do universo. Sempre despercebido no meio de infinitas multidões. Sempre afastado dos problemas que sufocam o mundo e das mentiras que como setas flamejantes queimam o vazio. O tempo, parcialmente interrompido, começa agora a avançar sem me dar tempo de calçar as botas. O rio que outrora fora largo e fundo parece ser agora três lagrimas perdidas num murmurio desperso. A felicidade que, abraçada pela ignorancia, se fazia sentir, existe, mas fraca, como o bater do coração de um pássaro que acabara os seus dias de liberdade e desfrutava do ultimo sopro de vida. Os meus vicios, que nunca foram de se repreender, tornaram-se agora complicadamente severos. Eu sei, que saber não chega. Eu sei que estou a cair na dura realidade e o efeito desta droga, a ignorancia, está a passar. Temo, porque temer faz parte. Essa hora chegou...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Amor? Passou...
Tanta vez olho o passado
Que já me cansei de olhar
Sinto-me já tão pesado
Que penso mesmo em parar
Já nem sei quem sou
Nem quem devo amar
Tento segurá-lo, mas passou
Aquele sopro de ar
Eu sou real e aguento
Esta vida tão condescendente
Que percorre o temperamento
E que quase facilmente
Nos obriga a gritar
Aquilo que imaginamos
E nos faz acreditar
Naquilo que odiamos
E passamos a amar completamente
Que já me cansei de olhar
Sinto-me já tão pesado
Que penso mesmo em parar
Já nem sei quem sou
Nem quem devo amar
Tento segurá-lo, mas passou
Aquele sopro de ar
Eu sou real e aguento
Esta vida tão condescendente
Que percorre o temperamento
E que quase facilmente
Nos obriga a gritar
Aquilo que imaginamos
E nos faz acreditar
Naquilo que odiamos
E passamos a amar completamente
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Os olhos são o espelho da alma
Quando os meus olhos tocam os teus
O mundo muda, transforma-se
Mais depressa, lentamente.
Uma sensação que diferencia
Qualquer outra sensação
Difícil de descrever
Uma ânsia descomunal
Senti o teu toque inteiramente
Unimos as nossas mãos
Entrei no teu mundo
Quando os meus olhos tocam os teus
O mundo do pensamento
O pensamento distante, não meu
Um som vindo de ti
Um toque, divino
Quando os meus olhos tocam os teus
Fecho os olhos, não por muito tempo
Porque o que quero é olhar apenas.
Olhar para ti, sem medo, sem receio
Abstraio-me de tudo, concentrando-me
Apenas em ti, um forma.
Quando os meus olhos tocam os teus
Penso em como o Mundo é belo,
Sinto um amor sem comparação
Nem mesmo ao Universo
Nem mesmo ao Infinito
Quando os meus olhos tocam os teus
Flutuo no espaço mental
Num mundo que não o real
O poder leve recai em mim
Procuro a cor, a cor dos teus olhos
Comuns, mas não comuns
Quando os teus olhos tocam os meus
O olhar não chega.
O esperar e demais, demais para um ser como eu
Um ser fraco, humilde e apaixonado.
Os nossos olhos tocam-se
E ao mesmo tempo desejo
Que o mesmo se passe com as mãos
Para sentir o macio, o quente e o suave
Do simples toque teu
Quando os meus olhos tocam os teus
As nossas cores unem-se
Formam-se numa só
Um aglutinado de sensações
Puras, coloridas...
Quando os meus olhos tocam os teus
O verde, dos meus olhos é insignificante
Comparado à divindade dos teus
Quando os meus olhos tocam os teus
Voar não chega e parar é atroz
O querer é relativo. Os poemas,
Não conseguem exprimir
Nem metade do que estou a sentir
As palavras não saem como quero
Tudo isto somente apenas
Porque os meus olhos tocaram os teus.
O mundo muda, transforma-se
Mais depressa, lentamente.
Uma sensação que diferencia
Qualquer outra sensação
Difícil de descrever
Uma ânsia descomunal
Senti o teu toque inteiramente
Unimos as nossas mãos
Entrei no teu mundo
Quando os meus olhos tocam os teus
O mundo do pensamento
O pensamento distante, não meu
Um som vindo de ti
Um toque, divino
Quando os meus olhos tocam os teus
Fecho os olhos, não por muito tempo
Porque o que quero é olhar apenas.
Olhar para ti, sem medo, sem receio
Abstraio-me de tudo, concentrando-me
Apenas em ti, um forma.
Quando os meus olhos tocam os teus
Penso em como o Mundo é belo,
Sinto um amor sem comparação
Nem mesmo ao Universo
Nem mesmo ao Infinito
Quando os meus olhos tocam os teus
Flutuo no espaço mental
Num mundo que não o real
O poder leve recai em mim
Procuro a cor, a cor dos teus olhos
Comuns, mas não comuns
Quando os teus olhos tocam os meus
O olhar não chega.
O esperar e demais, demais para um ser como eu
Um ser fraco, humilde e apaixonado.
Os nossos olhos tocam-se
E ao mesmo tempo desejo
Que o mesmo se passe com as mãos
Para sentir o macio, o quente e o suave
Do simples toque teu
Quando os meus olhos tocam os teus
As nossas cores unem-se
Formam-se numa só
Um aglutinado de sensações
Puras, coloridas...
Quando os meus olhos tocam os teus
O verde, dos meus olhos é insignificante
Comparado à divindade dos teus
Quando os meus olhos tocam os teus
Voar não chega e parar é atroz
O querer é relativo. Os poemas,
Não conseguem exprimir
Nem metade do que estou a sentir
As palavras não saem como quero
Tudo isto somente apenas
Porque os meus olhos tocaram os teus.
"Eu vou e não volto"
Toco-te e sinto talvez
Algo forte e abstracto
Como que pela primeira vez
Sinto-me leve e compacto.
Os teus lábios doces, são
Momentos de espectativa,
De paixões. Sem razão
Sentes-te dividida
Pelo amor solto
E rejeitas-me tanto.
Ouço sem espanto
"Eu vou e não volto".
Algo forte e abstracto
Como que pela primeira vez
Sinto-me leve e compacto.
Os teus lábios doces, são
Momentos de espectativa,
De paixões. Sem razão
Sentes-te dividida
Pelo amor solto
E rejeitas-me tanto.
Ouço sem espanto
"Eu vou e não volto".
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Por mim ficava
É a maneira como me senti
Pensamentos, talvez dois ou cem
Preciso de ti
E tu sabe-lo bem
Sabes o que sinto
E o que sinto não acaba
Fujo para longe deste recinto
Mas sabes que por mim ficava
É a maneira como sou
E isso não posso mudar
Não posso mudar o que se passou
E por isso não posso parar
Pensamentos, talvez dois ou cem
Preciso de ti
E tu sabe-lo bem
Sabes o que sinto
E o que sinto não acaba
Fujo para longe deste recinto
Mas sabes que por mim ficava
É a maneira como sou
E isso não posso mudar
Não posso mudar o que se passou
E por isso não posso parar
Desculpa
O tempo dói tanto
Faz feridas que não saram
Não sei se choro, se canto
Mas as gotas não param
As pessoas pensam
Com o pensamento apenas
Com o coração lembram
Fracções pequenas
Eu uso o coração
E bem sei que ele mente
Mas gosto da ilusão,
Sinto-me frio e quente
Fecho os olhos por instantes
Mas só consigo pensar em ti
Queria voltar atrás agora, antes
Pois sei claramente que menti
Faz feridas que não saram
Não sei se choro, se canto
Mas as gotas não param
As pessoas pensam
Com o pensamento apenas
Com o coração lembram
Fracções pequenas
Eu uso o coração
E bem sei que ele mente
Mas gosto da ilusão,
Sinto-me frio e quente
Fecho os olhos por instantes
Mas só consigo pensar em ti
Queria voltar atrás agora, antes
Pois sei claramente que menti
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Falso
Aqueles que criam a ficção,
Amor, que nem sequer acontece.
Sentem apenas uma atracção,
Cegueira, que não se esquece
Pensam que são a imensidão
Contudo, mais fragmentos parece
Excertos de algo que jamais serão
Nessas criaturas esse sentimento não permanece
Amor, que nem sequer acontece.
Sentem apenas uma atracção,
Cegueira, que não se esquece
Pensam que são a imensidão
Contudo, mais fragmentos parece
Excertos de algo que jamais serão
Nessas criaturas esse sentimento não permanece
Existir
Sei que não existo realmente
Para existir e preciso viver
E isso sei que não faço claramente
Não vivo verdadeiramente
Graças ao bater do meu coração
Bater fraco e sem paixão
Que me abandona tristemente
Para existir e preciso viver
E isso sei que não faço claramente
Não vivo verdadeiramente
Graças ao bater do meu coração
Bater fraco e sem paixão
Que me abandona tristemente
Sou
O poeta verdadeiro
Não entoa versos perdidos
É entoado por versos esquecidos
Que o consomem a tempo inteiro
Não entoa versos perdidos
É entoado por versos esquecidos
Que o consomem a tempo inteiro
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Duas da manhã
Sonho contigo, sempre. O sempre equivale ao infinito. O desejo nada mais é do que sentir e as sensação resumem-se a palavras dispersas. Escrevo por fim apenas o inicio da paixão que vai em mim que se tornou num vicio.
Será indelicado dizer "Amo-te tanto?"
Será indelicado dizer "Amo-te tanto?"
Subscrever:
Mensagens (Atom)