terça-feira, 14 de junho de 2011

II

Está escrito aquilo que não acaba.
Não acaba. Já acabou.
O que sinto não é nada,
O nada é quem sou.

Ilusões e arrependimento
De não saber que nada sei
Será um sentimento?
Ou será que sonhei?

Carrego o peso de tudo guardar
Mas sou o culpado
Não fui rejeitado
Apenas nunca soube amar

Tudo é tão belo, tanto verde, Natureza.
Belo como uma dança...
Mas de que interessa a beleza
Se não sinto esperança?

Um brinde a ela!
Pintado de vinho berrante,
Uma golada incessante
Onde os meus olhos são a tela.

I

Apaga
Esse olhar que me deslumbra
Esse sorriso que me afaga
Essa brisa, essa bruma

No prado amplo e iluminado
Aquela flor que o ilumina
Se é flor és tu, menina,
Mulher do sonho, do beijo desejado

Mas como podes ser assim?
Mais que mulher um sonho
E quero-te para mim
Dando-te o sentimento que ponho
Neste papel sem fim

terça-feira, 7 de junho de 2011

Parei

Parei e pensei, nela. Naquela flor.
Um suspiro, calor.
Tenho os olhos carregados
Os pés agarrados.

E a chama de um coração a pulsar
Numa batida infinita, somente até acabar,
Grita o teu nome. Por isso parei.
Não o ouves, mas eu sei…

No vento corre um perfume vermelho,
Atrás de uma chama apagada
Mas eu estou parado, eu vejo.
Penso que vejo tudo, mas só vejo o nada.

És tu quem amei e quem amo ainda,
No azul de um rio de um olhar.
E na montanha esse luar,
Um desejo que não finda.

Mais perto de um aperto
Mais perto de estar distante
Sem saber se estou certo.

Mas eu estou parado a pensar naquela flor.
Um suspiro, calor.
No coração.
Tenho os olhos carregados
Numa lágrima de paixão.