quarta-feira, 10 de julho de 2013

Paixão

“Estou apaixonado.”
Quem disse tal realidade?
Nas manhãs pintadas com a luz do momento,
Serão as mesmas luzes que reflectem o sentimento?

sábado, 8 de junho de 2013

Pffffff

Que mundo este que nos deram.
Somos tantos aqui perdidos
Tantos que seremos esquecidos,
Chorados pelos que já esqueceram.

E eu que quero ser lembrado
Erro e peco todos os dias
Em cada hora do passado.

Então quem sou?
Ninguém sabe, nada!
Será que esta vida passou
E eu pensava que ela estava parada?

Serei demente?
De mil paixões sou banhado,
Serei então um apaixonado,
Ou um idiota diferente?

E tu que lês quem és?
Fazes parte de mim?
Em algum ponto da cabeça aos pés,
Será que sentes algo assim?

Grito por dentro em todos os amanheceres,
Por ainda estar fechado dentro da minha existência.
Mas ainda posso sonhar, com a minha consciência,
Ser livre e sentir todos os prazeres.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

O Ser

O que é ser?
Esse verbo pequeno cheio de dimensão.
Ser Humano, ser livre, viver?
Será ser viver ou viver é ilusão?


Eu não sei quem sou
E por o saber sou incompleto.
Sou então metade circunspecto,
Nunca mais, pois nada crio, como quem criou.


Serei passado no futuro,
No futuro serei quem nunca fui, afinal,
Não serei luz no meio do escuro,
Apenas outro, Humano, normal.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Onde passa o comboio? Com o seu fumo e velocidade num momento. Comboio da vida, rodeado de flores e sacrifícios. Move-se nos carris desiguais de mudanças, para nas estações dos obstáculos. O seu fumo instantâneo, momentâneo, nunca perdura, pois morre no instante em que é a realidade. Serão então fumo as mentiras? Mentirei eu quando sou consumido pela paixão, ou direi que esta é a verdade mesmo que seja mentira? Por isso existem tantas vontades, como existem céus em cada alma aleatória. Eu nunca esquecerei as estrelas, pois elas brilham por si só e nós, humanos, brilhamos porque precisamos de alguém. Então eu sou Sol de todas as pessoas porque brilho no silêncio de cada sorriso e de cada som e de cada emoção e de cada vida que me transcende. Mas porquê iludir-me? Eu amo tantas vezes num dia, não as poderei contar, pois ninguém conta as suas pulsações. Mas o Amor, o que me adora? Nada. Sou um bafo, inspirado, expirado, passou! Mas resisto e volto parar ser infinitamente expulso. Serei então demente, ou um jovem apaixonado? Serei cego e ofuscado ou brilho mais e vejo o que me quer ser negado? Pois sou bafo, sou revoltado, para que sofro eu então? E os meus olhos morrem cada vez mais, adormecem e são um mar de mágoas. O que vejo, fa-los assim. Por cada poema sou menos eu, arranco uma peça do puzzle para o mundo, só dura um segundo, depois permanece, mas já não sou eu, apenas passado. Então porque escrevo e sou poeta? Porquê dar o que sou e ser quem fui? Porque passado é memória e é o que penso todos os dias no presente. Quando escrevo dou o que sou a quem o quiser receber, assim o que fui será a memória de quem o recebeu, serás tu e não eu, serás o meu passado no meu presente e ambos seremos futuro no infinito de cada verso e cada rima e cada emoção.