terça-feira, 14 de junho de 2011

II

Está escrito aquilo que não acaba.
Não acaba. Já acabou.
O que sinto não é nada,
O nada é quem sou.

Ilusões e arrependimento
De não saber que nada sei
Será um sentimento?
Ou será que sonhei?

Carrego o peso de tudo guardar
Mas sou o culpado
Não fui rejeitado
Apenas nunca soube amar

Tudo é tão belo, tanto verde, Natureza.
Belo como uma dança...
Mas de que interessa a beleza
Se não sinto esperança?

Um brinde a ela!
Pintado de vinho berrante,
Uma golada incessante
Onde os meus olhos são a tela.

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