sábado, 8 de junho de 2013

Pffffff

Que mundo este que nos deram.
Somos tantos aqui perdidos
Tantos que seremos esquecidos,
Chorados pelos que já esqueceram.

E eu que quero ser lembrado
Erro e peco todos os dias
Em cada hora do passado.

Então quem sou?
Ninguém sabe, nada!
Será que esta vida passou
E eu pensava que ela estava parada?

Serei demente?
De mil paixões sou banhado,
Serei então um apaixonado,
Ou um idiota diferente?

E tu que lês quem és?
Fazes parte de mim?
Em algum ponto da cabeça aos pés,
Será que sentes algo assim?

Grito por dentro em todos os amanheceres,
Por ainda estar fechado dentro da minha existência.
Mas ainda posso sonhar, com a minha consciência,
Ser livre e sentir todos os prazeres.

2 comentários:

  1. é fácil pertencer sem perceber
    mas quando percebes também
    tudo se vira num ser
    e esse ser é quase sempre a mãe.

    Acabas por perceber
    E agarras a consciência que quiseste ter.
    porque o tempo passa e tu estavas à espera,
    a espera vira desastre se ficas sem os pés na terra.


    Quando ganhas a consciência
    já não a querias ter.
    querias voltar atrás e esquecer
    esquecer este presente e voltar ao passado
    quando sabes que voltar deixar-te-ia envenenado.

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