Tanta vez olho o passado
Que já me cansei de olhar
Sinto-me já tão pesado
Que penso mesmo em parar
Já nem sei quem sou
Nem quem devo amar
Tento segurá-lo, mas passou
Aquele sopro de ar
Eu sou real e aguento
Esta vida tão condescendente
Que percorre o temperamento
E que quase facilmente
Nos obriga a gritar
Aquilo que imaginamos
E nos faz acreditar
Naquilo que odiamos
E passamos a amar completamente
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