Apetece-me escrever o silêncio
Que estou a sentir, perto,
Nesta pequena sala iluminada.
Desejava que fosse eterno.
Este som do nada
Que me consome inteiramente.
Algo me desperta os sentimentos
Tu. Outra vez, novamente
Confundes os meus pensamentos
As minhas palavras e o que sinto
Aqui. Neste espaço que tenho
Preenchido talvez? Não sei,
Já nem sei quem sou
Perdido neste rodopiar de sensações
Que me levam sempre que penso nelas
E me sacodem de vontade a todo o momento.
Mas eu sou livre
Mas estou preso a ti deveras,
Às palavras que escrevo e que escrevi
Contigo no pensamento, sempre.
Sonho contigo e imagino.
Tanto!
Porque não podes ser minha?
Porque tenho de ficar a ver esta nuvem passar
Este espectro de amor que deveras sinto
E desejo realmente sentir cada vez mais
Até à imensidão do calor do teu beijo.
Esse beijo que espero, espero
Como as folhas esperam o vento.
Acorda-me amor deste sonho lindo,
Desta brisa que me aconchega a face
E me diz cada dia da minha vida
O quanto penso em ti e te adoro!
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