terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Não choro

Vejo um mar de calma
De pensamentos misteriosos
Nesse mar navega uma alma

A sua água é lenta, mansa
Lembra-se do mundo completo
Acções de realismo circunspecto
Assentes somente em esperança

Jorra água da boca do universo
Dessa ínfima paixão adulterada
E da submissão acabada
De cada bafo em cada verso

Recordar faz-me rir
Não! Apenas move os meus lábios
Movimentos de insensibilidade
A algo que está para vir
Nesses olhos virgindade
Pura! Imprópria para este lugar

Vejo um mar de serenidade
Gostava de o sentir
De mergulhar em profundidade
E ter tempo para rir

Esses olhos descobrem
Esses olhos falam, sentem
Até a mais desprezível gota
De sensação que não esgota

Os teus olhos são da cor
E da forma da tua alma
E eu vejo um mar de calma
Leva-me quase às lágrimas
Mas não choro, meu amor

Sem comentários:

Enviar um comentário