quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Lisboa

Tantos olhares. A mesma serenidade.
As mesmas pessoas, nas horas dispersas.
E as minhas mãos reflectem ansiedade.
Mais um dia, as mesmas promessas!

Os meus olhos respiram nas curvas da cidade,
Nas multidões, nos prédios, nas pessoas sem idade,
No silêncio de pensamentos daqueles que sentem
E por mais que tentem
Existe sempre aquela insanidade
Aquele sufoco da não amizade

E o vento leva-me a casa. Nem dei conta que cheguei.
Tiro a chave, abro a porta
E num sinal de derrota
Durmo, sem pensar em ninguém.

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