Apanhei uma rosa verde
Porque ainda há esperança
No meu amor, esse, que nunca hei de esconder.
Prossigo no rio dos meus olhos
Numa canoa frágil mas concreta,
De um amor que também o é.
Sentimento que sinto no peito,
Cá dentro no coração e que,
Numa corrente chega à alma.
A minha alma que são os teus olhos,
Castanhos como a terra lá fora
E se brilham os teus olhos!
Nesse brilho quero-te dar tudo,
O azul dos oceanos,
O vermelho dos meus lábios
O branco da luz que me aquece.
Um bom dia de manha,
Um verso perdido num acorde de guitarra
Consumido numa bruma subtil
De uma onda revoltada.
Queria beijar o teu coração
Num abraço.
Disseram-me que a Lua faz sofrer,
Então vendi-a.
Comprei o céu com um sorriso
Deram-me a Lua de troco.
Sem comentários:
Enviar um comentário