quarta-feira, 30 de março de 2011

Chuva no horizonte

Cheira a chuva.
Sinto o fresco pelos olhos,
Mas estou quente cá dentro.
Existem poças de água...
Ou serão os meus olhos?
Numa corrente de tráfego
Numa brisa de um rio,
Tejo, no horizonte.
Apetecia-me um cigarro
Queimado e abafado
Num sopro de prazer.
Prédios altos, falsos
Rasgam um céu moribundo.
Não há sol, pouca vida.
O pouco verde que vejo
Corresponderá à esperança?

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