Costumava sonhar bastante
E o que sonho nada é
Do que duas pinceladas vermelho berrante.
Onde ainda espero por algo, já sem fé.
No meio de tudo encontro
O que procuro, nada.
Pois para o tudo não estou pronto.
No nada, o que farei com o meu coração?
Sentirei cada seta que se crava nele?
Ou deixa-lo-ei cair na escuridão?
A melodia afónica incompleta,
Que me preenche os ouvidos,
Será dos momentos vividos,
Ou do meu sol que não desperta?
Chamar-lhe-ia mocidade
Mas isso se tivesse no passado
Hoje chamo-lhe felicidade
Amanha direi que estou cansado.
E se do cansaço, sentir tem culpa
E sentir sou eu, a culpa é minha!
Se me pedires para sentir menos que ainda morro,
Morrerei então, desculpa.
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